Posted by: Pedro Praschil | March 29, 2011

Sábado…manhã…

Os 3 carros saíram em caravana procurando gasolina para passarmos a noite. Fiquei sozinho na ‘safety area’, antes de descobrirmos sobre o progressivo afundamento da terra, incumbido de montar a barraca onde os homens dormiriam. Já tinhamos, neste momento, através de uma transmissao em ingles pela radio, noção de que o tremor pior foi na regiao da cidade de Sendai, e que haviam tsunamis arrasando as cidades. Só não tinhamos ainda visto as imagens que as pessoas do mundo inteiro neste momento já haviam visto.

Primeira contagem de mortos até o momento….22 pessoas!

Fomos então para o estacionamento de uma loja de departamento perto de casa. Durante a noite, sem dormir, a terra tremendo sem parar. Tivemos dois tremores bem fortes, a ponto do carro, com a gente dentro, tremer como pipoca. A gente percebe o tremor chegando. Vem aos poucos, fazendo barulho, um barulho do fundo da terra, e a terra começa a termer aos poucos, e de repente, a onda está junto a voce. E voce pula e não há absolutamente nada que se possa fazer, a não ser ficar atento ao que aconteco ao redor. Evitar postes, arvores, muros, e aguardar o tremor passar.

Haja nervos…

MANHÂ de SABADO

Amanheceu um dia bonito. Frio, mas bonito. Acordei pouco antes das 6h, no patio de uma drugstore. A ideia era ficar por la para comprar agua quando a loja abrisse, e assim foi. Fomos um dos primeiros. Vi muita gente sem agja, e tendo que pegar de poços abertos pela prefeitura ou indo em escolas onde ainda havia agua nos reservatorios.

Gasolina é um problema, Nem todos os postos estavam abertos e os que estavam, tinham filas enormes.

O chão tremeu a noite inteira, e forte. E seguiu assim durante o dia.

Procuramos abrigo desde cedo, e achamos uma escola para aguardar o grande tremor secundario, que todos estavam esperando. Mas nos assustamos com uma rachadura na coluna e com a distancia até a saida. Em caso de emergencia, gastariamos 2 minut0s até a saída do predio. Voltamos entao para o patio da drugstore, o mesmo da noite anterior. Aí é que começou meu panico. Confesso, entrei em panico. Encontrei um amigo no caminho e a 1 coisa que ele desse foi:

_Que cara é essa?

Era cara de panico.

Estava mesmo transtornado.

Os helicopteros saindo da base aerea proximo a nossa cidade não pararam a noite inteira, e seguiu assim por toda manhã

Fotos…

Re acordando do dia seguinte…o pouco que dormiu.

Yan ainda do jeito que chegou no dia anterior, de brincadeiras na escola.

Fila pra comprar água.

Turma saindo pra procurar abrigo…

Momentos de paz depois e durante o caos….uns bolivianos nos ofereceram a casa deles para que Renata e Yan pudessem usar o banheiro. Arigatou Bolivia!

Escola que ofereceu nos abrigo….no quadro se lê “mundo amigo”, ou algo assim, não sou fluente em japones!

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